Não há dúvida que o Atlético Paranaense é um dos clubes mais organizados do Brasil. O time saiu de uma draga danada há cerca de 15 anos, devendo os tubos, para um clube respeitado, campeão brasileiro, dono de um dos estádios mais modernos do país, etc, etc.
Mas, se o glorioso rubro-negro de Curitiba não conseguiu ser campeão estadual de 2008, pelo menos está conseguindo conquistar mais um título, o de clube mais antipático do Brasil. É impressionante como o Atlético consegue atrair ódios desnecessários. Quando concluiu seu estádio, o time elevou de tal forma o preço dos ingressos, que expulsou qualquer torcedor da Arena da Baixada que não estivesse enquadrado no mínimo como classe média alta nas estatísticas do IBGE.
Anos depois, ao finalmente perceber que o Brasil não é a Suíça, reduziu os ingressos a valores mais camaradas. No ano passado o Brasil inteiro viu cenas de dirigentes e seguranças do Atlético agredindo, nos corredores para os vestiários da Arena, jogadores de uma equipe adversária, que agora não me recordo o nome.
Semanas atrás entrou numa dividida feia com as emissoras de rádio. Quer cobrar R$ 15 mil por partida transmitida. Até entendo que o Atlético deve ter lá seus direitos, porém não é uma medida simpática, principalmente porque, com raras exceções, a maioria das emissoras de rádio não anda tão bem das pernas assim.
Mas pior do que as atitudes econômicas são as anti-esportivas. Domingo o rubro-negro proibiu que a Federação Paranaense de Futebol levasse o troféu de campeão estadual para a Arena da Baixada. É o absurdo dos absurdos. O Coritiba havia vencido o primeiro jogo da final por 2 a 0 no Estádio Couto Pereira e foi para o campo do Atlético com uma boa vantagem. O Atlético precisava reverter a vantagem, mas, com certeza, seus dirigentes não estavam acreditando no potencial de seus jogadores. Para não dar o gostinho da volta olímpica para o adversário em seu campo, não permitiu que a entrega do troféu acontecesse na Arena.
Como argumentos os dirigentes atleticanos disseram que poderia haver tumulto entre as torcidas. Ora, se um estádio que é considerado um dos mais modernos do sul do mundo não comporta a final de um campeonato, se ele não oferece segurança, conforto e comodidade para os torcedores, não pode ser usado.
A atitude foi da mais pura mesquinharia. O interessante é que toda a imagem de clube bem administrado que o marketing do clube faz um esforço danado para construir é arrebentado pela atitude anti-esportiva de alguns dirigentes do clube. É por isto que, mesmo a contragosto, aliás, muito a contragosto, torci (perdão Senhor) pelo Coritiba.
Terça-feira, 6 de Maio de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário